Justiça determina interdição de Fernando Henrique Cardoso por Alzheimer
Por Redação
16/04/2026 às 12:00

Foto: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A Justiça de São Paulo determinou, nessa quarta-feira (15), interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso após consenso da família da necessidade de formalizar que os filhos são atualmente responsáveis pela tomada de decisões sobre a gestão patrimonial e financeira de FHC.
Fontes próximas da família ouvidas pelo SBT News confidenciaram a delicada situação do ex-presidente diante do agravamento do estado de saúde, pelo diagnóstico de doença de Alzheimer. De acordo com pessoas que conviveram com FHC ao longo de vários anos de vida, filhos e a esposa do ex-presidente tomaram a decisão em comum acordo. Mas, na prática, a família já estava a frente dos negócios.
Fernando Henrique Cardoso tem 94 anos. Foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos. Eleito em 1994 e reeleito em 1998, teve como marco o Plano Real e a estabilidade econômica do país.
A interdição é um processo judicial usado para declarar que uma pessoa não tem capacidade, seja ela total ou parcial, de tomar decisões sobre a própria vida civil, como administrar bens ou assinar contratos. Ainda que na lei toda pessoa seja considerada capaz ao nascer, há situações em que alguém perde, de forma temporária ou permanente, a condição de tomar decisões por conta própria. Nesses casos, a Justiça pode determinar a interdição.
Na prática, Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC, passa a ser o responsável legal pelos atos civis do pai, incluindo decisões relacionadas à gestão de bens e finanças; função essa que, segundo a petição feita, já vinha sendo exercida informalmente.
Vale lembrar que Fernando Henrique Cardoso, no ano de 2022, precisou ser internado após fraturar o fêmur em um acidente doméstico. Em 2016, o ex-presidente foi operado para implantação de um marca-passo.
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